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Artigo: E-commerce, social commerce ou simplesmente ir às compras.

E-commerce, social commerce ou simplesmente ir às compras. (2009)


Ir às compras é algo que exige no mínimo um esforço de sair de casa, comparar opções, preços, modelos de produtos, suportar vendedores empurrando produtos em você, ufa, é cansativo.
Com a evolução da internet e da confiança dos consumidores, vimos surgir em nossas telas possibilidades facilitadas de compra como aplicativos de listas de casamento, serviços de supermercado delivery e até sites de e-commerce sugerindo, geralmente de forma assertiva, quais produtos você deveria comprar. Até então, o melhor que víamos era essa questão da recomendação e personalização da compra que de fato são grandes facilitadores para o consumidor, além de alimentar sua vontade de comprar. Quem nunca pensou ao ver uma recomendação de produto: “Caramba, é exatamente isso que eu procuro. Perfeito.”.
Como se não bastasse a recomendação de sites em suas próprias ferramentas ou ações de relacionamento (geralmente o e-mail marketing), nos últimos anos surgiram as nossas queridas redes sociais, que recebem por mim esse adjetivo, pois são realmente onde o brasileiro gosta de estar na internet; são sua fonte de entretenimento. Agora, além da recomendação por empresas, temos a recomendação por amigos em momentos que não estamos nem pensando em comprar alguma coisa. “Maravilha esse negócio de internet!!!” – diriam meus pais. Além de cômodo, as compras estão inseridas em momentos de diversão.
O último passo foi começar a quebrar barreiras entre a experiência de compra offline e online.
Quando as barreiras do offline e do online são quebradas, não fazemos mais distinção entre o que nos influencia mais na hora da compra na loja física: se foi uma interação que aconteceu online (cliente - internet) ou uma realizada na própria loja (cliente- atendente / prateleira). Isso vale como ponto de reflexão sobre qual tipo de agência a loja deve contratar para planejar e criar.
Uma das poucas categorias de produto que ainda é preciso sair de casa para acertar na compra talvez seja vestuário, principalmente no Brasil, em função da falta de padronização de medidas. Entretanto, há novidades que já estão sendo utilizadas pelas empresas e outras que prometem revolucionar esse mercado. São elas:
Cases:
1. Riachuelo - Provador Online
http://bit.ly/gd2eb1

2. Macy’s – Provador “espelho mágico”, com alto potencial de recomendação online
http://bit.ly/gVX7K1

Ferramentas que prometem revolucionar o mercado:
1. PayPal Opensource
http://bit.ly/gcPZnY
Podemos imaginar inúmeras possibilidades, entre as quais destaco a facilidade que irá gerar para comprar, utilizando o celular como forma de pagamento. Se a pessoa está com seu manequim definido para um determinado site e está navegando via celular, temos a decisão de compra bastante facilitada.

2. Microsoft Kinect (antigo Project Natal) para Xbox
http://bit.ly/e9HlFj (vídeo apresentação do produto)
http://bit.ly/gvZVFS (vídeo demo no evento de games E3)
Essa ferramenta possibilita desde a formação de um catálogo das roupas que você possui no seu armário, facilitando a escolha das roupas que irá sair de casa, até o mapeamento do seu manequim na loja física para posteriormente facilitar a compra online.


3. Cisco – Realidade aumentada em provadores
http://bit.ly/i0DyOx
Esse exemplo poderá se tornar real em nossas casas principalmente através de tecnologias de reconhecimento como o Kinect, citado acima.

Essas evoluções tecnológicas somadas à distribuição em larga escala e, é claro, a cultura de utilizar esses produtos e comprar online, nos dá a esperança de sairmos da ficção e de fato vivermos a comodidade no comércio que, por sua vez, terá somente uma definição sendo ao mesmo tempo eletrônico, social, cômodo, personalizado, compartilhado e principalmente, divertido.
Cabe a nós, publicitários e clientes, conseguirmos alinhar e combinar essas novas possibilidades com objetivos de negócio e comunicação de forma eficiente, e termos a ousadia de colocar em prática.

Dados importantes:
O Microsoft Kinect já vendeu mais que o iPad no Brasil (http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/microsoft-ja-vendeu-mais-de-2-5-milhoes-de-aparelhos-kinect)